A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.
A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si.
Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética.
Historicamente, a depressão inicialmente foi falada pelos filósofos, como uma expressão de um mal funcionamento orgânico (disfunção da biles – amarela, preta, etc...) denunciava um mal estar da “alma”.
Com o surgimento da psicologia, novos olhares redimensionaram este conceito, e a psicanalise com seu olhar especifico, inicialmente, Freud, define como “conflito intersistemico”, fusão da representação do self e do objeto a agressão originalmente dirigida contra o objeto, foi voltada contra o Self. Este autor, inicialmente fala em LUTO e Melancolia e outros textos, diz da serie complementar de fatores casuais, constitucionais e hereditários.
Vários são os psicanalistas que repensaram esse conceito, desde a Escola Kleiniana nos fala de “posição depressiva” no desenvolvimento do individuo, Escola Lacaniana direciona todo para a dificuldade de elaboração da angustia de castração, e assim outros psicanalistas colaboraram e colaboram com seu “olhar” sobre a depressão .
São sintomas de depressão:
• Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
• Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
• Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
• Desinteresse, falta de motivação e apatia
• Falta de vontade e indecisão
• Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
• Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
• A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
• Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo
• Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
• Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido
• Perda ou aumento do apetite e do peso
• Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
• Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.
COMO PODEMOS CURAR A DEPRESSÃO?
Importante salientar que a palavra Cura vem de CUIDAR.
A própria inquietude humana quer nos dizer algo, precisa ser falado para ser compreendido. A psicoterapia é uma das formas que a depressão pode ser melhor compreendida, curada, elaborada e transformada.
Muitas vezes se faz necessário também o suporte medicamentoso, nisso o Psiquiatra que junto com o Psicólogo clínico ou Psicanalista, poderá favorecer uma melhor compreensão sobre esse estado de espírito.
Vagno Sanches
Psicólogo Clínico - CRP 06/131202
vagnopsico@gmail.com
(17)997053069
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